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Imediatamente ele recuperou a visão e seguiu Jesus pelo caminho

Marcos 10.52 – NVI

O livro deste mês é bonito e emocionante. Na biografia de Jesus escrita por Rafael Pureza, tendo como referência os Evangelhos, somos conduzidos pela jornada do Mestre nesta Terra.

Algo que me salta aos olhos quando leio a história de Jesus é o quanto ele caminhava. Ele estava sempre indo de um lugar a outro. Ao longo de seu ministério, visitou várias cidades e se encontrou com muitas pessoas. Nenhum dos encontros com Jesus foi um encontro qualquer, sempre havia transformação e salvação aos que se relacionavam com ele.

Um dos encontros muito conhecidos é o cego que estava à saída da cidade de Jericó. Seu lamento é bastante conhecido: “Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”. O texto diz que após ser curado ele passou a seguir Jesus pelo caminho. Não é muito difícil concluir, pelo contexto, que aquele cego tinha uma vida rotineira, possivelmente sentado todos os dias à porta da cidade para pedir esmolas. De repente, Deus-homem passa diante dele e sua vida é mudada para sempre. Ele não pensa em ficar ali pedindo ajuda, nem pensa em procurar sua família, ele só pensa em seguir Jesus. Ele adquire, a partir dali, outro estilo de vida.

Não dá para concluir que ele passou a ser um nômade, porque ele segue Jesus já no momento em que Ele se aproxima de Jerusalém para enfrentar sua última semana antes da morte e ressurreição. Mas gosto de imaginar que o ex cego viu de perto toda a aflição da paixão de Cristo e estava entre os discípulos a verem o Cristo ressurreto.

Um homem que não tinha qualquer perspectiva na vida, sua existência era um marasmo, agora percorria o caminho seguindo os passos do seu Salvador. A experiência desse cego é ilustrativa para todo os que se encontram com Cristo: não dá para ficar do mesmo jeito, levando a mesma vida, após se encontrar com Jesus, ser transformado, curado e salvo. O encontro com Jesus nos faz caminhar, mas não um caminhar sem rumo, movimentando-se sem propósito, faz-nos caminhar pelos passos Dele, confiantes na promessa de que o fim desse caminho é a vida eterna de regozijo e desfrute da presença de Deus.

Por isso, mesmo que o cristão enfrente lutas e dificuldades, como aquele cego enfrentou ao ver a morte do homem que havia lhe curado há poucos dias (e talvez não tenha entendido muito do que acontecia), ele irá caminhar e esperar em Cristo a ressurreição, pois, como ele ressuscitou, nós ressuscitaremos um dia.

Quando você pensar em parar à beira do caminho, lembre-se da canção:

Dentro de mim reinará a tua paz
Que me faz saber:
Esperar em ti
É sempre caminhar!

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