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C. S. Lewis foi um autor singular. Muito prolífico, ele foi capaz de não somente ser um acadêmico especialista em literatura medieval como também ser um autor muito relevante de literatura e de livros com temática cristã. Conforme relatado em sua autobiografia, “Surpreendido pela Alegria”, ele percorreu o caminho do ateísmo à fé cristã de forma não tão simples, pois houve de sua parte alguma relutância, de modo que ele foi impondo à sua fé o crivo da lógica para ser convencido do cristianismo. A certa altura de sua caminhada, após abandonar outras possibilidades pelo crivo imposto, ele diz que “o passo natural seria investigar um pouco mais de perto se os cristãos estavam, afinal, errados”.

Como sabemos, o fim de sua investigação foi o encontro com a Verdade. Muito embora ele tenha percorrido o caminho do teísmo, o fim foi reconhecer Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador.

Curiosamente, aquele relutante convertido tornou-se um voraz defensor do Evangelho, muito semelhante a Paulo em sua intensidade, o que pode ser resumido com esta sua frase: “As coisas que defendo com mais veemência são aquelas às quais resisti por muito tempo, vindo a aceitar só mais tarde”. Realmente, é fácil verificar que sua relutância se tornou em uma firme defesa da fé, tanto de forma muito direta e clara em “Cristianismo Puro e Simples” como de forma sutil e profunda em “As Crônicas de Nárnia” e em “Até que Tenhamos Rostos”.

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